O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucas alterações nesta sexta-feira (9). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as ofertas permaneceram predominantemente nominais e houve poucos participantes ativos nas negociações. A comercialização seguiu lenta ao longo da semana, sem grandes movimentações.
Na Bolsa de Chicago, a volatilidade foi mais elevada, enquanto o dólar registrou queda e os prêmios apresentaram maior firmeza para 2026. Apesar dessas oscilações, o mercado físico brasileiro apresentou apenas ajustes pontuais nas cotações.
“O produtor segue fora do mercado, focado no avanço do plantio, principalmente por conta das chuvas recentes”, observa Silveira. Segundo o analista, também não foram reportados grandes movimentos de comercialização da safra nova.
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Confira os preços da soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 147,50 para R$ 148,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 148,50 para R$ 149,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,50
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 141,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 140,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,50
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 156,50 para R$ 157,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira, ampliando os ganhos acumulados na semana. O pregão foi marcado por volatilidade e ajustes. Após a divulgação do relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado recuou e mudou de direção, acompanhando o movimento de queda acentuada do milho.
O USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá alcançar 4,562 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 124,15 milhões de toneladas. A produtividade foi elevada de 52,8 para 53,1 bushels por acre. No relatório anterior, a estimativa era de 4,535 bilhões de bushels, ou 123,4 milhões de toneladas. O mercado esperava uma produção de 4,541 bilhões de bushels.
Os estoques finais norte-americanos foram projetados em 315 milhões de bushels, ou 8,57 milhões de toneladas. Em setembro, a previsão era de 310 milhões de bushels, equivalentes a 8,43 milhões de toneladas. O mercado esperava estoques de 311 milhões de bushels.
O relatório também projetou a safra mundial de soja em 442,70 milhões de toneladas em 2026/27, acima dos 442,35 milhões de toneladas estimados em setembro. Os estoques finais globais da temporada foram calculados em 124,28 milhões de toneladas, superando a expectativa do mercado, de 123,9 milhões de toneladas. Para 2025/26, os estoques estão estimados em 124,93 milhões de toneladas.
Produção de soja 26/27
No Brasil, a produção de soja em 2026/27 deverá totalizar 181,837 milhões de toneladas, alta de 2% em relação à temporada anterior, estimada em 178,341 milhões de toneladas. A projeção é da Safras & Mercado. Na estimativa anterior, a consultoria previa uma produção de 180,089 milhões de toneladas.
A área plantada brasileira foi estimada em 49,542 milhões de hectares, aumento de 2,1% em comparação aos 48,543 milhões de hectares cultivados em 2025/26. A produtividade média deverá passar de 3.692 para 3.689 quilos por hectare.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 4,50 centavos de dólar, ou 0,34%, a US$ 12,92 por bushel. A posição janeiro encerrou a US$ 13,08 3/4 por bushel, também com elevação de 4,50 centavos de dólar, ou 0,34%.
Entre os subprodutos, os contratos do farelo de soja com vencimento em dezembro fecharam em alta de US$ 8,00, ou 2,23%, a US$ 365,60 por tonelada. No mercado de óleo, os contratos para dezembro encerraram a 68,82 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,10 centavo, ou 0,14%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,77%, cotado a R$ 4,9855 para venda e R$ 4,9855 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9756 e a máxima de R$ 5,0086. Na semana, o dólar acumulou queda de 4,4%.