Reeleição de Lula: Faesp cobra ajuste fiscal e juros menores

Por: Rogério Cabral

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) defendeu o respeito ao resultado das eleições presidenciais de 2026, que garantiram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas cobrou do governo medidas para controlar os gastos públicos, reduzir os juros, simplificar a tributação e ampliar a segurança jurídica no campo.

Em manifestação sobre o resultado do segundo turno, realizado neste domingo (25), a entidade presidida por Tirso Meirelles reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento econômico, a produção sustentável e o fortalecimento das instituições democráticas.

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para a Faesp, o resultado das urnas demonstra a necessidade de o próximo governo ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade, considerando também as demandas dos eleitores que não apoiaram a candidatura vencedora.

A federação também destacou o número de abstenções, votos brancos e nulos, interpretando esses indicadores como sinais de insatisfação de parte do eleitorado com as propostas apresentadas durante a campanha.

“A democracia não é um evento que se encerra no dia da votação; é um processo vivo que exige cuidado, diálogo e aperfeiçoamento diário. Ela se consolida quando há compromisso genuíno com a totalidade da sociedade, e não apenas com uma parcela dela”, afirmou Meirelles.

Faesp apresenta prioridades para o novo mandato

Entre as principais reivindicações da entidade estão a redução da carga tributária, a diminuição dos custos financeiros e a adoção de medidas para assegurar maior previsibilidade aos investimentos no agronegócio.

Na área tributária, a Faesp defende a simplificação dos impostos e a adoção de regras que não aumentem os custos para o setor produtivo.

Outra prioridade é a criação de condições macroeconômicas que permitam a redução sustentável das taxas de juros, facilitando o acesso ao crédito e os investimentos na atividade agropecuária.

A federação também cobra maior controle dos gastos públicos e medidas para combater a ineficiência administrativa do Estado.

No campo, a entidade considera fundamentais a garantia do direito de propriedade, a estabilidade das regras e a segurança jurídica para produtores rurais e investidores.

Entidade defende plano nacional de desenvolvimento

A Faesp afirmou que continuará atuando na interlocução com o governo federal e outras instituições para defender as demandas dos produtores rurais paulistas.

Segundo a federação, o agronegócio desempenha papel importante na geração de empregos, na movimentação da economia e no abastecimento alimentar do Brasil e de outros países.

A entidade também defende a elaboração de um “Plano Brasil”, voltado à melhoria do ambiente de negócios, ao fortalecimento da iniciativa privada e à criação de condições para o crescimento econômico.

Para a Faesp, o próximo mandato presidencial deverá conciliar o respeito às instituições democráticas com políticas que garantam estabilidade econômica e competitividade ao setor produtivo.

Observação editorial: no material original, a Faesp menciona que cerca de 49% da população manifestou desejo de mudança. Adaptei a informação para evitar confundir percentual de votos válidos com percentual da população. De acordo com o TSE, Flávio Bolsonaro recebeu 48,21% dos votos válidos, enquanto a abstenção foi de aproximadamente 19,2% do eleitorado apto.

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