Por que sentimos o que sentimos?

Por: Graciane Shiraishi

Entender as emoções é essencial para o autoconhecimento emocional

O que são as emoções? E por que elas são tão importantes?

Muitas vezes, aprendemos desde cedo a “esconder o que sente”, a “engolir o choro” ou a “ser forte o tempo todo”. Isso pode nos levar a acreditar que sentir é sinal de fraqueza. Mas é justamente o contrário: quem aprende a lidar com as próprias emoções se torna mais forte e mais saudável emocionalmente.

O que são emoções?

As emoções são respostas automáticas do nosso corpo e mente diante de situações do dia a dia. Elas acontecem rapidamente e têm a função de nos proteger, nos alertar, nos conectar com os outros ou nos motivar.

Por exemplo:

  • O medo nos alerta sobre perigos.
  • A raiva pode surgir quando algo nos parece injusto.
  • A tristeza nos ajuda a processar perdas.
  • A alegria nos aproxima de pessoas e experiências boas.

Cada emoção tem um papel. Nenhuma é boa ou ruim em si. O que pode nos prejudicar é não reconhecê-las, ignorá-las ou reprimi-las.

Emoção e sentimento: é tudo igual?

Muita gente confunde, mas emoção e sentimento não são a mesma coisa.

  • Emoção é imediata, fisiológica, rápida. Surge no corpo antes mesmo de pensarmos.
  • Sentimento é o que acontece depois: é quando pensamos sobre a emoção que sentimos, damos um nome a ela e atribuímos um significado.

Por exemplo: Você leva um susto (emoção do medo). Depois, percebe que era só um barulho qualquer e sente alívio (sentimento de segurança). Ou então, alguém diz algo que te machuca (emoção de raiva ou tristeza). Depois, você pensa sobre isso e sente mágoa, frustração ou até compaixão.

E por que isso tudo importa?

Porque entender o que se passa dentro de nós é essencial para saber como agir fora de nós.

Quando não sabemos o que estamos sentindo, corremos o risco de descontar em quem está por perto, tomar decisões precipitadas ou carregar pesos que não são nossos. Por outro lado, quando entendemos as nossas emoções e os sentimentos que elas despertam, ganhamos clareza, equilíbrio e presença.

Uma pausa para refletir:

  • Que emoções têm sido mais frequentes na minha vida ultimamente?
  • Eu costumo reprimi-las, ignorá-las ou escuto o que elas estão tentando me mostrar?
  • Tenho permitido sentir ou tenho apenas reagido?

Fica o convite: sinta, entenda, respeite. Emoções são bússolas internas, não inimigas.

No próximo artigo, vamos seguir para o 2º pilar da Inteligência Emocional: o Autocontrole Emocional. Vamos falar sobre como é possível manter a calma e responder com sabedoria mesmo diante das tempestades e desafios da vida.

Nos encontramos em breve!

Se você tiver dúvidas, perguntas ou sugestões, entre em contato através do e-mail: gratup@gmail.com

Graciane Shiraishi

Formada em Administração, Pós graduação em Gestão Escolar, Coordenadora e Instrutora dos cursos “Inteligência Emocional”, “Ser Mulher” e “Mulher que Prospera” no IDF Chieko Nishimura.

 

 

 

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