Nova ferramenta da UnionAgro ajuda lavouras a enfrentar o estresse e aumenta a produtividade em cerca de 13%

Por: Rogério Cabral

As oscilações climáticas, a exemplo do Super El Niño previsto para a safra atual de 26/27, representam um desafio crescente para o produtor rural. Períodos de seca, temperaturas elevadas e mudanças bruscas nas condições ambientais podem comprometer o desenvolvimento das plantas, afetar a formação de flores e frutos e reduzir o potencial produtivo das lavouras.

Esses impactos são especialmente preocupantes em fases decisivas do ciclo das culturas, quando o estresse hídrico ou térmico pode provocar alterações no metabolismo vegetal, limitar a fotossíntese e prejudicar a formação de estruturas reprodutivas.

Diante desse cenário, o manejo fisiológico ganha espaço como estratégia complementar para ajudar as plantas a enfrentar condições adversas e preservar seu potencial de produção.

É nessa frente que a UnionAgro desenvolveu o Oxygen, um fertilizante que combina nutrientes e aditivos para estimular processos fisiológicos e bioquímicos associados à tolerância aos estresses ambientais.

A solução foi desenvolvida para utilização em culturas como cereais, cana-de-açúcar, café e citros, com foco na ativação metabólica, na eficiência do aproveitamento de nutrientes e no desempenho das plantas durante etapas críticas do desenvolvimento.

Trabalhos de pesquisa realizados em consultorias parceiras e fundações de pesquisa nos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul, registraram maiores produtividades nos tratamentos com Oxygen na safra 25/26.

Em Jataí (GO), trabalho realizado com uma consultoria parceira registrou produtividade de 104 sacas por hectare no tratamento com Oxygen, enquanto a área controle apresentou 92 sacas por hectare. A diferença foi de 12 sacas.

Em Maracaju (MS), outros dois trabalhos realizados em fundações de pesquisa, houve incremento de 13% na média da produtividade de soja com Oxygen em relação a testemunha.

Oxygen: combinação de nutrientes e aditivos fisiológicos

Sua formulação reúne selênio, ácido salicílico e aminoácidos, além de nutrientes estratégicos. Segundo a UnionAgro, essa associação busca favorecer mecanismos relacionados à proteção celular, ao equilíbrio hídrico, à fotossíntese e ao metabolismo do nitrogênio.

Entre os principais componentes e suas funções estão:

  • Ácido salicílico: participa de processos de sinalização e regulação de respostas fisiológicas, contribuindo para a ativação de mecanismos de defesa diante de condições adversas.
  • Aminoácidos: estão associados ao metabolismo vegetal e a processos de osmoproteção, que ajudam as células a lidar com alterações na disponibilidade de água.
  • Selênio: pode contribuir para a atividade antioxidante e para mecanismos de proteção celular, dependendo da concentração e das condições de uso.

Como o estresse climático afeta a produtividade?

Quando uma planta enfrenta falta de água ou calor excessivo, seu funcionamento passa por uma série de alterações. Em situações de déficit hídrico, por exemplo, o fechamento dos estômatos ajuda a reduzir a perda de água, mas também limita a entrada de dióxido de carbono, prejudicando a fotossíntese.

O estresse também pode favorecer o acúmulo de espécies reativas de oxigênio (EROs), capazes de provocar danos celulares quando os mecanismos naturais de defesa da planta não conseguem controlar sua concentração.

Na fase vegetativa, essas condições podem limitar o crescimento e comprometer o desenvolvimento da lavoura. Já durante a floração e a formação de grãos ou frutos, os impactos podem ser ainda mais significativos.

A ocorrência de estresses nesses momentos pode aumentar o abortamento floral, prejudicar o pegamento de flores e reduzir a fixação de estruturas reprodutivas, afetando diretamente o rendimento final.

Por isso, além das práticas tradicionais de nutrição, irrigação e manejo, estratégias voltadas ao equilíbrio fisiológico podem contribuir para uma resposta mais eficiente das plantas às adversidades.

Manejo fisiológico ganha importância diante dos desafios climáticos

Com a maior preocupação dos produtores em relação às oscilações de temperatura e à disponibilidade de água, tecnologias voltadas à fisiologia vegetal passam a integrar as discussões sobre eficiência e estabilidade produtiva.

Nesse contexto, o Oxygen está posicionado como uma ferramenta que conecta nutrição e processos metabólicos, com foco no desenvolvimento das culturas e na preservação do potencial produtivo.

Ao reunir nutrientes e aditivos fisiológicos com diferentes funções, a solução busca atuar não apenas no fornecimento nutricional, mas também em mecanismos envolvidos na resposta das plantas aos estresses ambientais.

A proposta é oferecer ao produtor uma alternativa complementar de manejo para momentos em que o equilíbrio fisiológico pode fazer diferença na formação e na manutenção das estruturas responsáveis pela produtividade.

Para a UnionAgro, o uso de tecnologias associadas à fisiologia vegetal reforça a importância de um manejo cada vez mais atento às necessidades das plantas em cada etapa do ciclo produtivo.

Leia também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *