Frio e chuva podem aumentar a oferta de boi gordo e pressionar a arroba

Por: Rogério Cabral

A chegada do frio e das chuvas ao Centro-Sul do país pode aumentar a oferta de boi gordo nas próximas semanas, especialmente em São Paulo. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o excesso de lama nos confinamentos reduz a eficiência produtiva e eleva os custos de manutenção, o que tende a estimular a comercialização dos animais.

Na quarta-feira (24), o mercado físico registrou negociações moderadas e preços estáveis na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A liquidez ficou abaixo do observado em outras quartas-feiras, reflexo da resistência de muitos pecuaristas em aceitar os valores ofertados pelos frigoríficos.

A principal variação ocorreu em Tocantins, onde a arroba das fêmeas recuou R$ 5 diante de uma oferta maior de animais. As negociações com vacas ocorreram entre R$ 300 e R$ 315 por arroba, enquanto o boi gordo foi vendido entre R$ 320 e R$ 325. As escalas de abate alcançaram cerca de duas semanas.

Já no Rio Grande do Sul, o cenário é oposto. O frio intenso segue restringindo a oferta de bois e fêmeas ao comprometer as condições das pastagens. Com isso, os preços permaneceram estáveis, com o boi gordo negociado entre R$ 25 e R$ 27 por quilo de carcaça e escalas de abate variando entre dois e sete dias.

Em São Paulo, as negociações seguiram entre R$ 340 e R$ 345 por arroba, com lotes pontuais alcançando R$ 350. As escalas de abate ficaram em torno de uma semana.

No mercado atacadista, a carne bovina também manteve estabilidade. A carcaça casada de boi fechou o dia cotada, em média, a R$ 24,43 por quilo à vista.

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