A China voltou a importar soja dos Estados Unidos em setembro de 2026, após não registrar compras da oleaginosa norte-americana no mesmo mês do ano passado. Ao mesmo tempo, as importações chinesas de soja brasileira recuaram 2,4% na comparação anual, totalizando 10,7 milhões de toneladas.
Segundo dados divulgados nesta terça-feira (20) pela Administração Geral de Alfândegas da China, as compras de soja dos Estados Unidos somaram 360,8 mil toneladas em setembro. O volume reflete a chegada de cargas negociadas após o acordo comercial firmado entre Pequim e Washington em outubro de 2025.
Apesar da retomada dos embarques norte-americanos, o Brasil permaneceu como o principal fornecedor da oleaginosa ao mercado chinês no período.
Em setembro de 2025, as importações chinesas de soja brasileira haviam alcançado 10,96 milhões de toneladas.
No total, a China, maior importadora mundial de soja, adquiriu 11,88 milhões de toneladas do produto em setembro deste ano, queda de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Brasil amplia exportações de soja à China no acumulado do ano
Apesar do recuo registrado em setembro, as compras chinesas de soja brasileira continuam apresentando crescimento no acumulado de 2026.
Entre janeiro e setembro, a China importou 65,84 milhões de toneladas do Brasil, avanço de 3,4% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
Em contrapartida, as importações de soja dos Estados Unidos somaram 11,06 milhões de toneladas nos nove primeiros meses do ano, queda de 34% na comparação anual.
Os números mostram que, embora a China tenha retomado as compras da oleaginosa norte-americana em setembro, o Brasil manteve sua posição de destaque no abastecimento do mercado chinês ao longo de 2026.