O Autocontrole Emocional e a técnica D.C.D de Augusto Cury
Na nossa jornada sobre Inteligência Emocional, já conversamos sobre o autoconhecimento emocional, e como é importante reconhecer o que sentimos para lidar melhor com as situações do dia a dia. Hoje vamos falar sobre o segundo pilar: o autocontrole emocional.
Autocontrole não significa “não sentir nada”. Pelo contrário: significa sentir, mas escolher a melhor maneira de reagir. É a habilidade de manter a calma e responder com sabedoria, mesmo quando a vida parece estar virando de cabeça para baixo.
Todos nós enfrentamos tempestades: um desentendimento, um problema no trabalho, uma notícia inesperada, um momento de perda. Nessas horas, a primeira reação costuma vir de forma automática e, muitas vezes, impulsiva. É aqui que entra o papel do autocontrole: criar uma pequena pausa entre o que acontece e a forma como respondemos.
A técnica D.C.D: duvidar, criticar e determinar
O autor e psiquiatra Augusto Cury ensina uma ferramenta poderosa para nos ajudar nesse processo: a técnica D.C.D.
Duvidar
Quando um pensamento negativo ou desesperançoso aparecer, pergunte: “Será que isso é realmente verdade? Será que estou vendo a situação de forma completa ou apenas no calor da emoção?” Duvidar nos ajuda a não acreditar imediatamente em tudo o que pensamos no momento da raiva, tristeza ou medo.
Criticar
Analise esse pensamento com mais profundidade. “Será que estou exagerando? Há outra forma de interpretar o que aconteceu?” Essa etapa traz racionalidade para o meio do turbilhão emocional.
Determinar
Depois de refletir, tome uma decisão consciente: “O que vou fazer com essa emoção? Qual será minha atitude?” É aqui que escolhemos responder com calma, agir com respeito e proteger nossa paz interior.
Um exemplo do dia a dia: Alguém faz um comentário grosseiro com você. A emoção que surge na hora é a raiva. Antes de responder no impulso, você aplica a técnica:
Duvidar: Será que essa pessoa quis realmente me atacar ou está apenas passando por um mau dia?
Criticar: Se eu responder no mesmo tom, vai melhorar ou piorar a situação?
Determinar: Vou manter minha postura, responder com educação e seguir meu dia em paz.
Lembre-se: Autocontrole não é fácil, é um treino. Quanto mais praticamos, mais fortalecemos nossa saúde emocional.
O segredo não é viver sem tempestades, mas aprender a não se afogar nelas.
Para refletir:
O que costuma tirar minha calma?
Consigo perceber antes de reagir?
Posso aplicar a técnica D.C.D na próxima situação difícil?
Na próxima coluna, continuaremos a explorar o AUTOCONTROLE EMOCIONAL e como isso contribui para aprender, resolver problemas e tomar decisões conscientes e sábias. Até lá.
Se você tiver dúvidas, perguntas ou sugestões, entre em contato através do e-mail: gratup@gmail.com
Graciane Shiraishi
Formada em Administração, Pós graduação em Gestão Escolar, Coordenadora e Instrutora dos cursos “Inteligência Emocional”, “Ser Mulher” e “Mulher que Prospera” no IDF Chieko Nishimura.